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Próxima Paragem

Próxima Paragem

Voltei, mas preferia ter ficado por lá

Olá meu caros =)

A verdade é que ainda não me acostumei a minha rotina, embora senti-se saudade dela.

Há duas semanas que já cheguei de férias. A primeira semana (ainda de férias) foi para me acostumar a estas temperaturas que têm vindo a mudar de uma forma lenta (mas mesmo muito lenta) mas que já se fazem notar. Foi também a semana da depressão. Sim, porque férias como as que eu tive não são fáceis a ponto de retomar uma rotina como a minha, assim como chegar a Alemanha e sentir os seis graus célsius na pele bronzeada e ainda quente desta tão grande viagem, mas podia ser pior. Podia estar graus negativos!!! Tenho sempre de ver o lado positivo da coisa.

Na segunda semana, já comecei a trabalhar e habituar-me a estes horários da noite que me fizeram dormir horas e horas a fio, sem ter vontade de fazer fosse o que fosse cada vez que me levantava fosse da cama ou fosse do sofá. Foram duas semanas de "morte". Acho que já passou. Já me habituei novamente a estes dias, que como disse, até tinha saudade muito embora me tivesse custado um bocado bem grande.

Pois bem, cá estou para vos falar das minhas férias na Tailândia. 

Foram os melhores dias da minha vida até este momento. Estas férias vão ficar marcadas para o resto da vida, assim como a vontade de voltar também. Podem acreditar que vou fazer por isso.

Nunca tinha sentido ou respirado ar de um clima tropical, embora já soubesse que seria abafado. 

Durante dez horas num avião todo muito bem decorado, com um cheiro maravilhoso e ar condicionado ligado nem dei por mim sequer a imaginar como seria o tempo quando chegasse a Tailândia. Estava muito bem instalada e atenta aos filmes e musicas que ia ouvindo que nem me passou pela cabeça as temperaturas de lá de fora, quando chegasse a terra.

Ora, o avião aterrou. Para já nada de mais. Arranjo-me para sair, comprimento a hospedeira com um "sawadee ka" unindo as palmas das mãos abaixo da boca, como aprendi e no exacto momento em que fico no vão da porta do avião, ainda sem meter os meu pés na escada, senti um calor, mas um calor descomunal que me custou até a respirar! Era tão abafado, mas tão abafado que parecia estar entrar numa sauna com mais de cem graus célsius. Credo!!! Estava a ver que ia morrendo. Para dizer a verdade, foi estranho. Isto tudo na escala que fiz em Bangkok, mas não muito diferente da sensação que foi em Krabi. Os primeiros dois dias foram para adaptação ao clima. Até de manha, mal eu abria a porta do quarto do hotel, ás sete da matina, já estavam vinte e cinco graus e a sensação era incrível. Acho que foi das coisas mais estranhas que senti, ainda mais eu, que abafo facilmente. 

Os dias passaram devagar, tivemos tempo para tudo e posso dizer que fizemos tudo o que queria-mos.

Tivemos experiencias incríveis e únicas e a mais especial foi mesmo o banho que demos a um elefante bebé de seis anos, chamado Bejha. Adorei, adorei, adorei o contacto com os elefantes especialmente este.

São extremamente dóceis. Tocar nele foi fabuloso. Tinha uma pele dura e encorrilhada (ainda só tinha seis anos), tinha também alguns pelos ligeiramente afastados uns dos outros e estes eram super duros.

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Estive a a dar-lhe banho com uma escova, mas a verdade é que me apetecia brincar com ele como se brinca com os cães, porque achei mesmo que o à vontade dele era exactamente o mesmo que o de um cão quando lhes damos banho. Ele brincava com nós (éramos quatro pessoas), ele deitava-se com a cabeça debaixo da água, notei que prestava atenção aos nossos movimentos e gostava. Até mesmo ele estava feliz e isso nota-se. Nem sei bem explicar, foi de mais.

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Não vou esquecer nunca, muito menos da imagem com que fiquei dos elefantes em geral. Digo isto porque tem quem diga que eles são mal tratados e o certo é, que se forem, não serão á frente dos turistas, mas eu não achei de todo que eles fossem mal tratados. Foi bom conhecer os elefantes de perto e dar-lhes bananas também foi divertido.

Fizemos muitos vezes snorkeling e vimos peixes de todas cores. Ora amarelos ás riscas pretas, ora azuis escuros e claros, cinzentos com pintas brancas, cor-de-laranjas como o Nemo, imensos ouriços do mar gigantes, os corais em geral eram lindíssimos e as águas mesmo em alto mar deviam rondar os vinte e quatro graus à vontade. 

A comida na Tailândia é maravilhosa... desde os peixes, ás coxas e peitos de frango assadas na brasa, ás massas e arroz (que amei), ás frutas (suculentas) até aos batidos de frutas naturais que todos os dias bebia. Para além de ser tudo muitíssimo barato era tudo mesmo muito, muito bom.

Foram onze dias incríveis em que as temperaturas rondavam entre os trinta e quatro e trinta oito graus e em que o sol quase, me fez uma queimadura de primeiro grau e sabem aonde????? 

Na ponta do meu nariz! Tipo, ponta do meu nariz? Mas porquê? Tenho fotos em que parece que tenho uma batata vermelha em vez de um nariz. Enfim, nem o protector ajudou, nem os cremes depois dos dias longos de praia e muitos deles a "fugir" do sol. 

Tenho imensas aventuras que vos contarei ao longo dos meus posts. Espero que gostem.

Para já, continuação de um bom fim de semana e uma boa Páscoa.

Ate já,

Próxima Paragem.

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