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Próxima Paragem

Próxima Paragem

Vou contar-vos uma história, conhecida por alguns mas desconhecida e esquecida por muitos

Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos: a alegria, a tristeza, a sabedoria, a vaidade e entre outros.

Certo é, que o melhor deles todos, o amor, estava também presente! Um dia ele foi avisado pelos moradores que a aquela ilha iria afundar.

Sendo assim todos os sentimentos apressaram-se em sair. Pegaram nos barcos e partiram. Mas, o amor ficou, pois queria ficar um pouco mais com a ilha antes desta se afundar.

Quando estava quase afogado, o amor começou a pedir ajuda e nesse exacto momento passava a riqueza num lindo barco e o amor disse-lhe:

Riqueza leva-me contigo! 

- Não posso, há muito ouro e prata no meu barco, não há lugar para ti. - respondeu a riqueza.

O amor pediu então ajuda à vaidade:

- Vaidade, por favor, ajuda-me!

- Não posso ajudar-te amor. Estas todo molhado e podes estragar o meu barco novo. - Respondeu a vaidade.

O amor, pediu ajuda a mais um sentimento que passava, à Tristeza:

- Tristeza, leva-me daqui!

- Ah amor! Estou tão triste que prefiro ir sozinha. - disse ela.

Passou entretanto a alegria mas esta estava tão alegre que nem ouviu o amor chamar.

Desesperado, o amor começou a chorar... foi então que ouviu uma voz chamar.

- Vem amor, eu levo-te.

Era um velhinho. O amor ficou tão feliz que se esqueceu de lhe perguntar o nome.

Chegado ao outro lado, o amor pergunta à sabedoria:

- Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe?

- Era o tempo!

- O tempo? Mas porque foi ele o único que me trouxe e ajudou?

- Porque só o tempo é capaz de perceber, compreender e ajudar o amor.

 

Esta história foi partilhada imensas vezes em redes sociais e escrita por milhares de pessoas. Mas a autora desta linda história chamas-se Rosa Fonseca.

Confesso que à uns anos atrás não sabia, pois recebi esta história uma vez por carta, escrita por alguém especial.

Recebi esta história por vários motivos, mas o principal foi que, para quem não me conhece a palavra "tempo" está sempre na minha boca, principalmente quando digo ( e são imensas vezes) " calma, que o tempo cura tudo" ou "o tempo diz-me tudo" e "o tempo é o meu melhor amigo". 

E é que é mesmo assim. O tempo é aquele que me dá certezas, ajuda-me imenso e diz-me tudo o que quero e não quero saber.

Estando ele presente na minha vida constantemente dá-me a perceber todas as peças do puzzle desta minha vivencia. Faz também com que eu compreenda o certo e o errado, o que deveria ou não ter feito em muitas situações e tudo isto contribui para um crescimento pessoal e emocional.

Ajuda-me essencialmente a analisar as pessoas e a perceber quem está ao meu lado, quem não está, quem me apoia e quer o meu bem, quem gosta e quem não gosta de mim. O que é muto bom. Pois amigos destes, são raros e nunca, mas nunca nos decepcionam, pois este só cá está para me ensinar.

É com ele que aprendo aperfeiçoar e a compreender o que gira a minha volta, seja bom ou mau.

Com ele, estarei sempre protegida, demore o tempo que demorar.

Duas Natas e uma Bola de Berlim cheia de creme

É que foi mesmo assim. Duas deliciosas natas e uma bola de berlim cheia de creme ás 23horas da noite.

Uau... acreditem estou satisfeitinha da minha vida!

E sabem o que me deixa mais feliz ainda?

É que tenho mais uma para amanha e outra que congelei.

A minha Mãe chegou hoje de Portugal e trouxe com ela exactamente o que pedi. Bolas de Berlim. Mas, trouxe também outras coisas, uma das quais o que os meus sogros mandaram, as ditas Natas, aquela maravilha que se desfaz na boca.

Vocês não conseguem imaginar o prazer que é comer um destes bolos quando já não se come os mesmos há muito tempo. É bom. Mesmo bom. 

Estar fora é estar "ougado" é sentir falta. Ás vezes é também saudade, de coisas que simplesmente não temos aqui... até podemos ter na verdade, mas é em outras cidades e nunca são tão boas como em Portugal. 

Nada como matar assim a saudade. A gente dá bem mais valor as coisas quando estamos fora do que quando estamos em Portugal. Não é por acaso que sempre que vou lá, engordo mais uns quilos. Estou "quase" sempre a comer, mas bolos é sem duvida alguma, a minha perdição. 

Os bolos na Alemanha são bons, tem alguns que até adoro, mas os nossos são diferentes. São únicos, especiais, todos os cremes e recheios em geral são hiper bons e como diz o ditado "o que é português é bom" e pronto. É o suficiente para ficar com saudade e comer que nem uma perdida cada vez que estou de férias. Enfim... nada que não resolva quando estou de volta à terrinha da chanceler Merkel.

Quando se chega de Portugal, regra geral chega-se de coração cheio. 

Eu pessoalmente, cada vez que lá vou vejo pessoas que não via à muito tempo, sejam eles familiares, vizinhos, colegas, amigos e conhecidos.

Ora, tenho noticias/novidades sempre de alguém ou de alguma coisa que eventualmente tenha acontecido, noticias essas que são boas, outras que nem tanto, mas a vida é mesmo assim. Nem sempre corre como a gente quer.

Vou matar saudades do mar, este sim é daqueles que é "prioritário". 

Almoço e janto sempre aquela comida que aqui não faço com tanta frequência e outras comidas que nao faço mesmo. Peixe fresco é que tenho de comer cada vez que lá vou. /p>

Em Portugal como sabem, o peixe é sempre fresco e o sabor é absolutamente diferente,claro!

Enfim, mil e uma coisas que a gente faz ou espera ter sempre tempo de fazer. Umas vezes dá tempo, mas no fim falta sempre alguma coisa. Mas voltar Alemanha é sempre bom e conversar, contar novidades mais ainda. Amo Alemanha e acho que já não me vejo a ficar em Portugal. Contudo, gosto de lá ir e matar saudades daquilo que acho que ainda vale apena perder meu precioso tempo. Perder dependendo do ponto de vista, na sua grande maioria até ganho mais do que aquele que perco.

Fiquei feliz pelos bolos e mais ainda de ver a cara de felicidade do meu irmão.

Ele tem apenas oito anos e ir a Portugal é para ele uma aventura. Vê-lo crescer já é óptimo e ver ele feliz cheio de novidades, a falar que nem um "tagarela" mais ainda.

Faz-lhe bem apanhar aqueles ares. 

Este ano vou voltar lá também e já sei que irei ficar mais "pesada" nessa altura...(risos)...Mas sem problema, afinal agora vou dedicar-me mais a um desporto que gosto e já tentei, sem grande resultado, fazer sem me deixar ir abaixo. Quem sabe agora eu até consiga.

Vou falar dele num dos meus próximos posts, mas posso deixar um "cheirinho"... Cristina Mitre, diz-vos alguma coisa?

Pois é... vamos lá ver se é desta.