Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Próxima Paragem

Próxima Paragem

Percebo que está mesmo frio quando....

Quando, o meu telemóvel aponta menos dez graus.

As luvas quentes não estão aquecer as minhas mãos.

As meias até ao joelhos aqueçam as pernas mas não os pés que estão gelados, nem as botas que supostamente são para deixar o pé aconchegado e quentinho não o fazem.

Sinto o meu nariz completamente gelado e de repente começo a chorar... as lágrimas escorrem assim, tipo, do nada, está frio, mesmo frio, até para os olhos.

chapkaEram cinco da madrugada e eu ia a pé apanhar o comboio para voltar para casa, para o meu "ninho" mas até lá chegar, apercebo-me que nem a minha famosa chapka me estava ajudar, pois por muito pelinho fofo que tenha, com uma rajada de vento mais forte, este consegue passar e entrar pelos ouvidos ou seja, tenho de vir com as mãos nos meus ouvidos e com cachecol a tapar a boca e o nariz, assim sim. Melhorou qualquer coisinha.

Ainda assim, continuo a gostar do Inverno e do frio.

É trauma, só pode  

Gosto de ti mas, ...

Gosto de ti mas, não tenho tempo. Ando ocupada.

Gosto de ti mas, não te ligo.

Gosto de ti mas, estás feliz é o que importa. Depois escrevo-te. 

Gosto de ti mas, não pude felicitar-te, nem me lembrei sequer.

Gosto de ti mas, não te dou apoio. Não precisas. Estás óptimo.

Gosto de ti mas, pergunto por ti aos outros. Tu entendes.

Gosto de ti mas, não aceito as tuas opiniões.

Gosto de ti mas, não te falo de mim. Tu sabes que sou assim. 

Gosto de ti mas, as coisas têm de ser como eu quero.

Gosto de ti mas, nunca mais me lembrei deste dia. Eles depois contam-me tudo.

Gosto de ti mas, não te vou visitar.

Gosto de ti mas, quando estás perto não te convido para nada e ignoro-te. Tu compreendes. Ando atarefada.

Gosto de ti mas, qual foi a ultima vez que a gente conversou? Nem me lembro.

Gosto de ti, na verdade sinto até a tua falta, mas não te vou dizer. Não precisas de saber.

Gosto de ti mas, não te vou escrever algo bom, diferente, bonito e carinhoso.

Gosto de ti mas, tenho mais em que pensar.

Incompreensível.

Ser Bombeira Voluntária na Alemanha #2

Existe ainda muitos jovens como Bombeiros Voluntários mas só dois ou três é que volta e meia puxavam um pouco de conversa com nós, mas as nossas conversas nunca foram muito fluidas, porque existe sempre aquela altura em que já não sabíamos as palavras certas para falar, é difícil explicar.

Não sabíamos e nem tínhamos ideia sequer de como poderia ser a tal palavra que deveria, supostamente estar ali naquela pequena conversa e por fim lá ia tudo pela água abaixo. Fora a parte em que se notava que eles não tinham muita paciência para nos ouvir.

Uma coisa é o que a gente aprende na escola de Alemão, outra é falar sobre assuntos específicos, ainda mais com pessoas que não são muito abertas a conhecer estrangeiros, muito menos em locais como estes em que a disputa do melhor entre eles é enorme, pois é assim em qualquer Corporação.

Além de que, não pertence-mos aqui. É verdade.

Começamos a frequentar o Quartel todas as semanas. Como sempre, a gente ia de bicicleta e aprendíamos mais que duas mil palavras por minuto. Não tive-mos farda nos primeiros três meses, mas depois lá nos arranjaram umas fardas já usadas. 

Fizemos muitos exercícios principalmente simulacros, muitas vezes até com outras corporações. Um dos quais, num campo onde havia uma casa já em ruínas. Lembro-me que foi apenas com um casaco, luvas e um capacete de um Bombeiro.

Começa-mos a correr e a puxar as mangas para apagar o suposto fogo. Adorei aquele dia. Deixaram-nos andar à vontade, como se nos tivessem a testar, mas também nos ajudavam quando era necessário, principalmente quando nos davam uma ordem e a gente ficava como "um burro a olhar para um Palácio"...estão a imaginar?

Ufa...ainda bem que era um treino/simulacro só entre Bombeiros, sem o "povinho" a ver.

Na imagem que se segue, vemos elementos de outra corporação. Visto que a viatura de incêndio deles não tinha um tanque de água, foi criada uma espécie de reservatório de água (água esta que vinha das bocas de incêndio) de onde puderam retirar a mesma através de uma bomba e dessa forma fazerem o suposto ataque ao incêndio.

Nunca tinha visto isto antes. Foi preciso vir aqui à terrinha da Senhora Merkel.

DSCN2787.JPG

 

DSCN2791.JPG

Esta foi a foto, mais bonita daquele dia. Ficou na memória. Bons momentos para nós. Deu para recordar os nossos tempos, em Portugal. 

Ficamos ali pelo menos umas três horas. No final, guardámos todo o material e voltamos ao Quartel.

Não me lembro se neste dia a gente jantou lá, mas havia dias em que ficávamos por lá depois dos treinos/instruções e comia-mos o verdadeiro pão com salsicha, bem típico Alemão. Não, não jantávamos lá muitas vezes. Preferíamos comida de lume ou então, se as salsichas fossem assadas na brasa como eles de vez enquanto faziam, ai sim, ficávamos e repetíamos. Eram e são maravilhosas, ainda mais se as salsichas forem de Thüringen, a verdadeira cidade delas.

Lembro-me de situações boas, engraçadas e outras menos simpáticas, como por exemplo, quando o Comandante nos deu uma farda, a cada um de nós.

Fomos buscar as ditas fardas com um colega, igualmente Bombeiro. Estiveram a tirar as nossas medidas e a gente lá veio com tudo completamente novinho. Desde as luvas, calças, camisolas, t shirt´s, gorro, casaco, capacete e botas.

Quando chegou o dia da instrução e nos fomos fardar, ouve colegas que olharam para nós de cima abaixo, abanaram a cabeça e começaram a falar entre eles, do género:

"- Não sabem falar e já têm farda? Tem outros que estão aqui a mais tempo e ainda não a têm e eles chegam aqui e é tudo deles?" 

Pode-mos não saber falar bem, mas percebemos muito, principalmente eu e certo é, que estar num local onde não sou bem vinda, não é de todo fácil de encarar e muito menos ter "sempre" um sorriso na cara para quem me quer ver longe.

Nunca pedi-mos uma farda, se nos deram é porque assim o decidiram e é claro que eu também a queria, afinal, por muito que me custa-se encarar aquelas caras mal dispostas eu sempre quis mostrar, que a gente ia conseguir.

Além de tudo, não passava de um bom sonho que a gente tinha.

- Uau... vamos ser Bombeiros na Alemanha, fazer amizades, conviver mais e aprender milhares de coisas novas. Vamos ter acção e adrenalina a correr-nos novamente nas veias... yeahhh!!!!

Estávamos muito entusiasmados.

Admito que mais eu do que o meu companheiro. Embora eu gostasse muito e sempre gostei da adrenalina das situações em geral, eu já tinha saído de lá à muito tempo derivado a algumas situações que se passaram.

Comigo é assim, ou sinto-me bem e está tudo em ordem ou então, até amanha que já se faz tarde.

Não gosto de estar onde não sou bem vinda ainda mais num local em que, no fundo, é tão diferente de onde a gente esteve e de onde aprendemos a ser voluntários, que foi em Portugal, à nossa maneira bem típica.

 

 

Ser Bombeira Voluntária na Alemanha #1

Eu fui, digamos que uma aprendiz, não propriamente de Bombeira Voluntária, até porque já o fui em Portugal, mas sim Bombeira Voluntária num País que não é o meu, em que muitas coisas são diferentes e também num País em que por muito que estude a língua Alemã, esta custa imenso entrar e a permanecer no meu cérebro.

É verdade. 

Ás vezes pergunto-me se o defeito é meu ou é da língua. Sinceramente acho que é dos dois.

Mas, caneco!!! Também não custava nada ser um bocadinho mais fácil, não é? Complicam tanto para nada.

Por um ano e meio da minha vida (entre 2013 e inicio de 2015, mais ou menos) fui eu e o meu companheiro, todas as Quintas-feiras, das 18h ás 20 horas, ás instruções/treinos. 

Vou ser sincera com vocês. Eles não foram todos simpáticos desde o primeiro dia. Não foram.

Tudo começou quando eu estava a navegar na Internet e me lembrei de ver coisas sobre Bombeiros Voluntários aqui perto da minha casa e eis que encontrei e decidi então escrever um email à corporação, que fica mais próxima da minha casa, cerca de vinte minutos a pé. Contei a nossa história como Bombeiros que fomos em Portugal e pedi se havia a possibilidade de um dia a gente passar por lá para conhecer o quartel.

Entretanto eles responderam e marcaram um dia. Quando chegamos lá, a uma Quinta-feira (estavam quase todos os bombeiros), cumprimentamos todos com um aperto de mão e já estão a imaginar... pareciam radares a ver o que a gente dizia. É muito chato quando a gente não se sabe exprimir, não sabe palavras para este género de encontro. Falar de Bombeiros em Alemão não é, nem nunca foi na verdade algo que eu ou ele soubéssemos ou aprendêssemos a falar. Pensamos que até seria mais fácil, mas muitas perguntas ficaram sem resposta. Enfim. 

O Adjunto de Comando apresentou as instalações. É um quartel antigo com três pisos mais a garagem, onde ficam os dois carros de incêndio, uma ambulância para transporte de pessoas, uma sala com ferramentas, um escritório e também os armários/cacifos para os Bombeiros com as respectivas fardas de cada um. 

As escadas na parte interior são em madeira (como muitas casas na Alemanha). No primeiro piso existe uma casa de banho e um grande espaço para todos tomarem duche. Digo todos, porque aqui é tudo misto. Aqui não existem diferenças. São todos tratados por igual e se tiverem de tomar banho todos juntos, eles tomam. Mas, admito que nunca vi ninguém a tomar banho lá. Tem também uma sala com um mini-bar onde se faz as reuniões e instruções. Logo em frente tem uma sala com os armários/cacifos para os jovens cadetes com idades entre os oito e os dezassete anos.

Ainda no primeiro piso, tem um mini-ginásio (que ninguém vai) e uma sala com produtos de limpeza. Sim, porque ás Quintas-feiras não havia só instrução, muitas vezes tinha-mos todos de fazer limpeza ao quartel. Achei isso muito bem. Afinal é voluntariado o que ali fazemos, o que à partida, faz com que o pouco dinheiro que possam ganhar dê para coisas mais importantes do que uma emprega de limpeza. Ainda mais, depois de ter mais de trinta pessoas com bom corpo.

No segundo piso havia a sala do Comandante que é bem pequena e cheia de papeis por todo lado, que cheirava a "raposinho", nunca mais me esqueço. Notou-se bem que é raro ele lá meter os pés e abrir as janelas. Talvez porque ele utiliza mais o escritório que tem na garagem. Aqui neste piso tem também uma divisão onde se encontra algumas fardas usadas.

Por fim, no terceiro piso existe uma sala, com mesas e cadeiras para as instruções de Quarta-feira para os meninos, os cadetes. Nesta sala tem muitos desenhos feito por eles e muitas fotografias de passatempos e demonstrações que fizeram juntamente com outras corporações.

Com mais de trinta bombeiros, só dois ou três é que faziam aquele esforço para falar com os "estrangeiros". Fora o Comandante, esse sim, até hoje foi cinco estrelas. Escrevo até hoje porque ele ontem veio a nossa casa e deixou na caixa do correio, um convite para que a gente entre novamente para a corporação para fazer a escola de Bombeiros. Bonita atitude, vocês não acham? Já passaram quase dois anos e ele lembrou-se de nós.

Achei muito simpático da parte dele. A sério que sim. Sempre foi um Senhor cinco estrelas com nós.

Lembro-me dos primeiros tempos. Era tudo completamente novo. Não tinha-mos ideia sequer de como funcionavam eles como voluntários. Digo desde já, eles são muito, mas muito diferentes de nós. Em todos os aspectos.

Mas para já, quero falar sobre eles. Os nossos colegas, os nossos camaradas "Kamaraden und Kamaradin" como eles dizem.

São os verdadeiros Alemães que defendem a sua cidade, a sua pátria, o seu dever. Muitos deles já são Bombeiros há muitos anos e verem um "estrangeiro" a tirar o seu lugar (pensão eles), é sem duvida o inicio de uma batalha sem fim. Eles é que mandam, é que sabem e são os melhores. Ponto final.

Bem, depende do ponto de vista, estes que eu conheci, não o são com toda a minha certeza.

Admito, que sempre achei que íamos conseguir levar este voluntariado até ao fim.

Sempre fui e sou muito positiva com tudo, raramente me engano e persisto até não poder mais. Esta felizmente ou infelizmente, não sei ainda muito bem, foi uma experiência única, não apenas por ser sobre os Bombeiros Voluntários na Alemanha, mas também uma mini-luta contra preconceitos e a sensação mais constrangedora de eu querer me exprimir e não saber. Não porque não tenha estudado Alemão, mas sim, por não ter estudado ou aprendido palavras para tais ocasiões.

Eu achei sempre que eles nos iam ajudar com isso. Pensei que eles iam ser compreensivos e que nos iam ensinar por exemplo os nomes dos instrumentos em geral. Para mim é muito fácil dizer em Português "espumífero", "absolvos", "redutores de 45 ou 25", "aricas", "agulhetas", "expansor", "marreta" enfim... tem muito que se lhe diga. O que me adiantava aprender uma ou outra palavra se só a ia utilizar na semana seguinte? E muitas vezes nem utilizava porque a instrução era diferente todas as semanas, o que fazia com que a gente se esquecesse rápidamente. 

Foi uma convivência com pessoas diferentes, com atitudes, formas de ver e de estar na vida que embora parecida com as nossas, são e serão sempre distintas de uma certa forma. 

Quero partilhar alguns dos nossos bons e maus momentos, neste que foi, durante um ano e meio a nossa segunda casa. 

 

 

Quem gosta dos Coldplay?

Este vídeo não é apenas deles, tem também outros artistas, mas como o super show que eles deram foi fenomenal eu tive de partilhar com vocês.

Eu adoro os Coldplay.

O primeiro concerto que fui ver destes jovens foi em 2012, aqui, na linda cidade Alemã chamada Leipzig.

Foi um concerto que jamais vou esquecer, até porque foi o maior concerto que já fui até hoje. Nunca tinha ido a nenhum desta dimensão e só por isto também é normal que não o vá esquecer.

O primeiro é sempre o primeiro, ainda mais deles.

ColdplayDSCI0174.JPG

DSCI0155.JPGDSCI0172.JPG

Agora ando em depressão. Eles vêm cá este Verão a 29 de Junho e já não há bilhetes...

Já vi em Países vizinhos, como Suíça e Holanda, mas também já não há bilhetes e eu não conseguiria ir porque trabalho no dia seguinte...

Injusto, muito injusto...

Não me conformo.....

 

 

Málaga, a cidade com o Mar Mediterrâneo aos seus pés

Foram apenas algumas horas na cidade de Málaga, mas o suficiente para gostar desta cidade.

Lembro-me que naquele dia estava muito calor, mesmo muito. 

Esta cidade fica numa bonita baía no Sul de Andaluzia. Na verdade, nesta pequena viagem nós fomos para Torremolinos, uma zona mesmo ao lado da cidade de Málaga.

Decidimos tirar umas horas para conhecer um pouco o centro desta simpática cidade onde o sol fez a gentileza de nos acompanhar.

Dizem que no sul de Espanha e nas ilhas Espanholas é Verão todo o ano e eu concordo plenamente.

Começamos por fazer uma viagem de autocarro de Torremolinos até Málaga. Um autocarro normal, não desses de excursões. Paga-mos bilhete e lá fomos nós. Viu-se bem dentro do autocarro quem era turista e quem não era. Muitos eram idosos e outras eram jovens a caminho da escola. 

Quando chegamos ao destino meia hora depois, fomos comprar o bilhete para andar nos autocarros turísticos da cidade, os famosos City Sightseeing Málaga, que incluem fones para a gente ir ouvindo a história de Málaga e que nos levou a ver os pontos mais interessantes da cidade. Para quem não sabe, este é um autocarro que nos deixa entrar e sair para irmos visitar os pontos de interesse.

DSCN3411.JPG

É uma cidade muito bonita, embora existe uma zona que os prédios são tão grandes que nem o sol lá consegue entrar.

A nossa primeira paragem foi no Castelo Gibralfaro, que fica num monte, cujo o nome é o mesmo que o do castelo.

Castelo Gibralfaro, Málaga

Daqui não parece propriamente um castelo e mesmo lá também não. Diga-mos que é um Alcácer, um espaço de defesa.

O Castelo é formado por uma linha dupla de muralhas e oito torres. A mais alta tem dezassete metros de altura.

Tem imensas arvores que nos ajudaram imenso ao fazer um pouco de sombra.

Málaga

Do cimo, a vista é fenomenal como podem ver nas imagens.

DSCN3472.JPG

DSCN3515.JPG

De lá do alto conseguimos tirar foto à tão famosa Plaza de Toros. Enorme de mais para tais barbaridades, não acham?

Plaza de Toros, Málaga

O Porto de Málaga é um dos mais bonitos que já vi e também dos mais modernos. Aqui é uma das grandes entradas dos Navios de cruzeiro e é o segundo mais importante Porto em Espanha, a seguir ao de Barcelona. Enorme e bem espaçoso.

Porto de Málaga

Em seu redor existem pequenos bares com esplanadas.

Bom para passar um bom bocado.

Porto de Málaga

Depois do castelo, entramos novamente no autocarro panorâmico que nos ia levar até a Catedral de Málaga.

Enquanto a gente apreciava a paisagem íamos levando com o vento, o que nos proporcionava uma sensação de bem estar, ligeira frescura. Sensação de que, se calhar, não estariam mesmo aqueles trinta e dois graus que diziam nos relógios espalhados pela cidade.

Málaga

As ruas por onde o autocarro passava não eram muito largas e eram preenchidas por bastantes palmeiras.

Enquanto nós íamos ouvindo a historia da cidade, passamos pela famosa praia da Malagueta. Lindíssima. 

Praia da Malagueta, Málaga

Minutos depois estávamos a chegar a Catedral. As ruas estavam cheias de turistas e haviam imensas casas de souvenirs. Compra-mos logo o hímen para o nosso frigorifico. Nunca nos esquecemos.

Visita-mos a Catedral mas não achei nada de extraordinário, mas vale apena conhecer, claro!

Málaga Catedral

Saber, aprender, conhecer e ás vezes só ter uma pequena ideia das coisas faz-nos sempre bem.

Entretanto era hora de ir almoçar e fomos pela famosa rua Larios, esta que é rodeada de estreitas ruas e praças cheias lojas, restaurantes e bares.

Málaga, praça Larios

Escolhemos então o restaurante "O Rescoldo" para almoçar, que fica bem perto da rua Larios. Fomos muito bem atendidos e na altura lembro-me de a gente ter escolhido peixe grelhado. Foi um pouco caro na verdade, mas uma vez não são vezes não é verdade?! E valeu apena. Estava tudo muito bom.

Nas poucas horas que nos restava fomos passear pelos jardins que existe mesmo perto do centro da cidade e voltamos à paragem dos autocarros para voltar-mos ao nosso ponto de partida, Torremolinos.

Foi pouco tempo em Málaga, eu sei. Tem muita coisa para se ver, mas o que a gente queria nestas férias era sol e praia, como sempre e em um dia tão quente como o que estava só mesmo um banho no mar nos podia refrescar.

Por isso mesmo, fomos passar o fim de tarde numa das praias de Torremolinos, bem perto do bar Copacabana Playa. Um fim de tarde simplesmente PER-FEI-TO 

 

 

 

 

 

Dia do amor

É impossível, para quem ama, dizer que este não é o dia do amor.

Sejam os casais namorados ou não, hoje é dia de celebrar o amor. Mais que aquele que já se partilha todos os dias, este é especial, pois se não fosse também não existiria.

Oferecer algo, fazer uma dedicatória, jantarem num local romântico á luz das velas ou até mesmo fazer um jantar especial em casa. Em casa, onde entre as quatro paredes tudo pode acontecer, sem hora marcada.

Um pedido de namoro ou de casamento, um miminho que sabemos que ele ou ela irá adorar, vai nos fazer sentir bem e à nossa pessoa amada também.

Nada é mais valioso que fazer os nossos companheiros/as felizes...hoje e todos os dias do ano.

Até o São Valentim agradece. Ele que faleceu por realizar casamentos ás escondidas, fez questão, antes da sua execução, deixar uma mensagem á sua amiga que o visitará na cela e conversará imenso com ele, agradeçendo a sua amizade e a sua lealdade. Ao que parece, este faleceu no dia 14 de Fevereiro do ano de 269. 

Existem várias histórias deste dia amoroso, mas a verdade é que ficou marcado e na minha opinião deve, sem duvida ser celebrado.

Ainda mais é celebrar o amor, a paixão, o carinho por quem nos acompanha. Por quem torna a nossa vida mais brilhante, mais bonita, cheia de cor e vida. Aquela pessoa que nos mima todos os dias, que só nos quer bem e faz qualquer coisa para isso mesmo. Para quem, como eu, ama verdadeira e apaixonadamente quem está ao nosso lado.

Bora lá celebrar um dia que não pode ser deixado em branco 

 

 

Festa é em Magaluf, Palma de Maiorca

Bons tempos, bons tempos...

Foi aqui que reencontrei quem hoje esta comigo todos os dias e não poderia ser um lugar melhor para dois jovens apaixonados se reencontrarem e prontos a aproveitar a vida juntos.

Esta é uma localidade onde o sol brilha todo o dia e a musica acompanha a Lua cheia durante a noite, muitas festas, pura diversão e adrenalina para os mais corajosos.

Cheia de luz, cor e muitas pessoas de todos os cantos do globo. Afinal, Palma de Maiorca é Palma de Maiorca a seguir é só mesmo Ibiza.

Em Magaluf fui super feliz por uma semana inteirinha de sol, praia, boa comida, muita diversão e amor à mistura.

Na verdade acho que foi uma semana só para namorar, pois foi isso que mais fizemos.

As águas de Magaluf são qualquer coisa de extraordinário. A água é tão clarinha, tão clarinha que conseguia de pé ver os búzios. Sim, porque fiz questão de andar apanhar búzios e conchas para trazer para casa. Ainda hoje os tenho.

P5240061.JPG

P5240063.JPG 

A praia como podem ver é bonita, tem mais ou menos dois quilómetros de comprimento  e está cheia de bares e palmeiras.

Na altura em que eu fui, em Maio, não estava propriamente cheia, mas havia já muita gente.  

P5250165.JPG

Magaluf

 Lembro-me que do aeroporto até aqui, demora mais ou menos uma hora e meia de autocarro.

Ficamos hospedados num hotel que não é cinco estrelas, mas para nós foi, chamado Samos.

Só a piscina faz ter vontade de ir dar uma mergulho.

Magaluf

O almoço e o jantar eram muito bem servidos e todos os funcionários eram simpáticos.

Estavam sempre alegres e bem dispostos. Eu já acho que os Espanhóis são mesmo assim e mais ainda em um lugar onde o que mais existe é boa disposição. 

Magaluf é muito conhecida pelas suas festas principalmente na grande discoteca BCM com capacidade para quatro mil pessoas, já ouviram falar? 

Aquilo sim é discoteca. Ao menos uma vez na vida devemos entrar em discos como esta onde por exemplo, Avicii fez e faz um grande sucesso.

BCM Magaluf

Para despedidas de solteiro é a localidade ideal para este fim. Não faltava meninas bonitas a fazerem isso mesmo.

Magaluf

As ruas eram iluminadas e as musicas que se ouvia vinda dos bares, acompanhavam cada passo que a gente dava, nas caminhadas que fazia-mos à noite.

P5240110.JPG

P5240116.JPG

Em uma semana só fizemos dois passeios turísticos. Um ao oceanário e outra a conhecer a catedral de Palma de Maiorca.

Foram passeios bonitos, mas se fosse hoje, não ia ao oceanário. Não porque não gostasse, mas porque acho agora que foi uma perda de tempo. Não é nada de especial, preferia ter passado o dia na praia. Enfim, na altura sei que a gente teve curiosidade.

Entretanto visitamos a famosa Catedral de Palma de Maiorca.

_5280023.JPG

_5280045.JPG

 Sim é bonita e enorme, mas não mais bonita que a Catedral de Colónia, aqui na Alemanha. Esta sim, é lindíssima por dentro e por fora. Já lá estive e admito que estar ao lado dela e olhar para cima parece qualquer coisa de monstruoso de tão grande que é. Vale mesmo a pena conhecer. 

Entretanto, a seguir a Catedral fomos ao Museu Palau March. Este fica mesmo ao lado da Catedral e tem uma vista espectacular sobre a cidade. Deixo-vos aqui as três fotos com as esculturas que eu achei mais bonitas...

_5280072.JPG 

Feito em pedra mármore. Mãos entrelaçadas. 

_5280073.JPG 

Um pé, como se ele quisesse sair de onde estava.

_5280082.JPG 

Haviam milhares destas peças feitas á mão, mas esta foi a que mais se destacou aos meus olhos.

Fomos, em seguida, passear pela cidade, nas duas horas que faltavam para embarcar-mos e voltarmos para a nossa praia. Nossa, salvo seja. Quem me dera que fosse nossa. 

As ruas estavam cheias de gente. Não faltavam animadores em cada esquina. Bares, restaurantes, confeitarias, lojas de pronto a vestir e gelatarias enriqueciam a cidade.

Passeávamos de mão dada e havia sempre algum animador que nos perguntava se estávamos em Lua de Mel. Irónico, não? Não estávamos em Lua de Mel, mas bem que parecia, à quantidade de mimos e beijos que a gente ia dando e dá em cada passeio.

Não sei explicar. Ficamos tão bem quando viajamos que tudo parece perfeito e no fundo é. Pelo menos até hoje.

Depois voltamos ao ponto de partida. 

Aproveitamos estas férias ao máximo, para depois na nossa separação no aeroporto, fazermos juras de amor e a promessa que eu iria mudar a minha vida e voltaria para ele e para Portugal. 

 Errado. As juras foram verdadeiras e a promessa de voltar para ele também, mas eu voltar para Portugal é que não.

Ele é que veio. Deixou tudo em Portugal, até mesmo o emprego que já tinha à dez longos anos.

Aventurou-se e acima de tudo acreditou em mim. 

Hoje, passado já quatro anos e três meses não poderíamos estar mais felizes, cheios de sonhos e vontade de viajar mais e mais. 

Assim termino, uma pequena viagem por uma das ilhas mais famosa da Europa e do Mar Mediterrâneo e uma que é, a mais bonita história de amor que eu vivi intensa e apaixonadamente. Ainda hoje, continuo a viver esta exactamente da mesma forma.

 

 

 

5h da madrugada, hora de chá com mel

Cheguei do trabalho.

Fui tomar um banho bem quente.

Em seguida fiz o meu chá com mel. Estava bom. Deu para aquecer.

Lá fora faz frio, muito frio. Esta tudo coberto de gelo.

Neste momento todos ainda dormem.

Eu acho que vou fazer o mesmo.

Hoje foi uma noite de tensão...mas já passou.

Vou agora sonhar. Sonhar muito.

Sonhar com algo que já sonho à muito tempo e que daqui a nada, se vai tornar real.

 

Boa noite e boa sexta-feira.