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Próxima Paragem

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A melhor noticia de sempre

Já tinha lido sobre este tema super interessante já algum tempo, mas esqueci-me de partilhar com vocês.

Então não é que o cientista Nicholas Negroponte, cientista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts fez previsões em que praticamente garante que nós, seres humanos, seremos beneficiados com os avanços tecnológicos nos próximos trinta anos!

Isto porque existirá um comprimido que nos vai permitir "ingerir" idiomas que são muitas vezes difíceis de aprender, no meu caso é mesmo o alemão.

Ele diz mesmo que poderemos engolir o comprimido e começamos a falar inglês ou Shakespeare.

Vocês já viram isto?

Mas que maravilha! Vêm é um pouco tarde já.

Nessa altura, espero eu já falar alemão sem batatas quentes na boca 

 

Ele diz também que seremos capazes de ingerir informações e vamos faze-lo pela corrente sanguínea. Sendo assim, o comprimido irá percorrer todo o nosso sangue e chegará às partes correctas do cérebro.

Que espectáculo!

Tem quem diga que tudo isto é demasiado cientifico, porém este mesmo cientista em outros tempos afirmou que iriam desenvolver um camião com câmaras e que este iria filmar todas as estradas para ajudar na criação de mapas.

Hoje isso já existe graças aos carros do Google Streer View.

Negroponte disse também que as pessoas iriam comprar livros e jornais pela internet e ler os mesmos em tablets. 

Hoje em dia é o que mais se vê, incluindo e-books e telemóveis.

Muitos cientistas e não só, gozaram com todas estas afirmações, mas certo é que todas elas estão disponíveis.

Caso para pensar que, quando eu já for velhinha, vou ser uma poliglota!

Esta noticia não poderia ser melhor! 

O que é que vocês acham? É uma boa ideia, não é?

 

 

Khao neeo mamuang (arroz doce tailandês com manga)

Foi a melhor sobremesa que comi na Tailândia e o melhor é que, eu comi tudo sozinha, pois ele não gosta 

Este arroz doce é típico na Tailândia e é normalmente servido com manga madura, suculenta e fatiada, mas pode ser servido com outras frutas ao nosso gosto.

Originalmente este arroz é feito com arroz "moti", conhecido por "sticky rice" ou arroz "pegajoso/colado".

Em vários países o arroz doce é muitas vezes uma sobremesa.... e que rica sobremesa! 

Em Portugal, em algumas cidades na época natalícia não pode faltar o arroz doce com canela, não é verdade? Mas um autêntico e tentador arroz doce tailandês é tão bom, ou melhor do que qualquer outros arroz doce de qualquer parte do mundo. Eu fiquei surpreendida com este sabor.

Leite de coco, manga super saborosa e arroz doce, mas que bela ideia para uma boa sobremesa ou mesmo um lanche.

Deixou-me cá uma saudade, que só de ver e pensar faz crescer água na boca.

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Estes são vendidos maioritariamente nas barraquinhas que existem ao longo dos passeios.

Todas elas têm um pouco de tudo, mas o forte destas são mesmo frutas naturais (maravilhosas), batidos de fruta bem gelados (óptimo para as temperaturas que por lá andam) e pequenos snacks para levar na viagem.

Eu, comi por três vezes este arroz fantástico com manga e ainda hoje não houve nenhum melhor que este.

Aqui podem encontrar algumas receitas do mesmo.

Façam, pois vão gostar imenso.

 

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A nossa primeira tatuagem

Quando consegui, por fim, ter dinheiro suficiente para ir conhecer, um pedacinho da Tailândia, jurei para mim mesma que lá eu iria fazer a minha primeira tatuagem.

Esperei tanto por esta viagem. Sonhei tantas vezes com ela. Era e até agora foi a viagem mais marcante, mais bonita, com mais histórias, mais vivências e também a viagem que me consegue deixar numa nostalgia que, faz doer por dentro de tanta vontade de lá querer voltar . 

Foi marcante. Podem acreditar que foi.

A Tailândia é conhecida por muitas coisas, uma delas as tatuagens.

Ela é o centro mundial da arte corporal.

Os tailandeses acreditam que as tatuagens têm poderes mágicos e por isso mesmo existem imagens

especificas com significados que eles acreditam ser sagradas e importantes, tanto que os monges budistas

as têm e eles mesmos são grandes profissionais tatuadores.

Acho que já lhes está no sangue!

Melhor que ser eu a falar sobre as tatuagens tailandesas, recomendo, para quem tiver curiosidade, ler

o blog do Eduardo e da Mónica aqui. Foi lá que aprendi sobre elas.

Eles explicam até, como fazer uma tatuagem de graça assim como todos os significados das mesmas.

É muito interessante.

Contudo, a minha tatuagem feita no país dos sorrisos não teve nada com algo místico ou sagrado.

Queria fazer algo com que eu me identifica-se, aliás, eu e ele, pois decidimos os dois fazer a tatuagem juntos.

Queria-mos uma frase que por si só mostra-se como nós somos, como pensamos e como é a

nossa própria ideologia perante a vida.

Não foi nada difícil. Não foi.

Conhecemo-nos melhor que ninguém e não demora-mos nem dez minutos a dizer esta mesma frase.

Fizemos a tatuagem em menos de vinte minutos e não poderíamos ter ficado mais felizes com o resultado.

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Vamos viver com esta tatuagem o resto da nossa vida.

Vamos lembrar onde a fizemos e o motivo que nos levou a faze-la.

Nada, absolutamente nada, poderá mudar o significado e valor da mesma.

Ficará eternamente em nós, mesmo que infelizmente a gente fique com a certeza absoluta de que, o unico para sempre que podemos aceitar agora é o desta tatuagem.

 

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Tiger Cave Temple, Krabi, Tailândia

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Templos é Tailândia. Em Krabi, não falta templos e nós fomos conhecer a "cave do tigre", turisticamente o

templo do tigre.

Fica localizado no topo de uma colina e para conseguir chegar ao topo, tivemos de subir 1.237 degraus.

Devo dizer que é uma experiência "dolorosa" e não é para todos. As escadas são bastante estreitas e de diferentes tamanhos umas das outras e algumas têm inclinações.

Cheguei a subir algumas escadas com os pés e as mãos ao mesmo tempo. Foi uma subida ardo-a, mas conseguimos chegar ao topo. Não nos podíamos esquecer que ainda tínhamos de descer e posso dizer-vos que nunca tremi tanto das pernas e dos joelhos também.

Incrível!

Foi realmente doloroso, tanto a subida como a descida. 

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É quase uma experiência mística, chegar ao topo e estar num lugar de paz.

A vista de lá do alto é de tirar o fôlego.

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Valeu muito a pena a transpiração e o esforço para ver esta grande estátua do Buda em ouro.

Era gigante e eu só me perguntava como é que a construíram lá em cima.  

A fundação deste templo remonta 1975 (2518 no calendário Tailandês) quando um monge chamado Vipassana Jumnean Seelasettho (Ajahn Jumnean) passou a meditar na caverna.

Durante a sua meditação, ele testemunhou tigres em torno da caverna porém, outra lenda diz que um enorme real tigre vivia na caverna.

A nomeação do templo também trata de descobertas da pata de um tigre nas paredes da caverna.

Tigres de verdade, é que nem vê-los!

Deixo-vos este e cuidado que ele ataca 

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Se eu subiria novamente todos estes degraus?

Sem dúvida que sim. Apesar de tudo foi divertido.

A vista de lá de cima valeu cada degrau, cada gota de suor, cada momento que paramos para descansar e toda a dor nas pernas no momento e no dia seguinte.

Foi sensacional. Mais uma vez, inesquecível.

 

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Emerald Pool, Krabi, Tailândia

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Nunca vi de perto uma verdadeira cachoeira, muito menos fontes termais com água quente a rondar os trinta graus.

Explorar um pouco as florestas de Krabi foi algo que estava no nosso itinerário.

Afinal um país tropical só pode ter as melhores florestas, não é verdade? E também os melhores Parques.

Fomos então conhecer o Parque Nacional Emerald Pool e ali sim, fica a verdadeiro fenómeno da natureza!

Uma cachoeira com água cor de esmeralda abastecida por águas termais que nascem uns metros

mais acima da zona principal.

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 Uns metros acima também encontramos a famosíssima cachoeira com agua azul. Sim, existe. É real.

Não meus caros, nada de ilusão de óptica, nem fotoshop, nem nada dessas coisas.

Esta cachoeira é exactamente desta cor. Inacreditável eu sei. Eu duvidei, mas só até lá chegar.

Meia hora antes de aqui chegar-mos, a gente esteve numa outra cachoeira que nunca imaginei encontrar por lá, muito menos com águas um pouco mais acima dos trinta graus.

(Nada de esquecer, que a temperatura na Tailândia estava acima dos trinta e cinco graus)

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Uma nascente também esta termal, onde é

possível relaxar e desfrutar de um verdadeiro jacuzzi natural!

Excelente!

Não se podia era estar muito tempo. Era imenso calor.

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Ainda no Parque Nacional de Esmeralda Pool, por um dos caminhos que nós passamos, o que é que a gente encontrou?

Uma cobra. Esperem!

Eu digo mesmo uma CO-BRA.

Pelo menos dois metros ela tinha com toda certeza.

O bom da coisa foi que havia um passadiço no qual eu despachei o passo dizendo que tinha medo. 

Vocês não imaginam! 

Uma coisa é ver num jardim zoológico, onde sabemos que elas não nos podem fazer mal, mas outra coisa é ver ao vivo e a cores..  

Foi assustador!

Mas não me adiantou muito dizer que tinha medo. O nosso guia e o meu homem ficaram ali a contemplar a cobra de dois metros tirando assim as melhores fotografias que alguma vez tive de cobras.

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A mim apenas me restou contemplar as belezas naturais deste parque que com certeza, esconde os animais mais "perigosos" que alguma vez tive tão perto de mim, se calhar, sem saber.

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Este foi mais um dia de férias perfeito, por terras onde os sorrisos são constantes.

 

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Tour pela ilha de James Bond, Tailândia

O tour "James Blond" foi um dos passeios que mais gostamos.

Começamos por fazer uma passeio de barco pelas pequenas ilhas/pedras calcárias de vários tamanhos pela baía de Phang Nga (que faz parte do Parque Nacional de Phang-nga).

Estas formam uma vista lindíssima.

O tom destas águas não são azuis como as outras, são em tons verde, não deixando assim de ter uma beleza incrível. 

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A nossa primeira paragem foi a famosa ilha James Bond.

Esta zona tem o nome de Khao Tapu ou Koh Tapu que tem como significado em tailandês "prego" já que esta rocha/pedra calcária de vinte metros parece um prego preso na água.

É famosa pelo nome, James Bond, desde que apareceu no filme "O homem com a Pistola de Ouro" realizado com o actor Roger Moore em 1974.

Antes disto era apenas uma área indígena.

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 Não tem muito para ver nesta ilha.

Somente algumas barraquinhas para comprar lembranças e uma Khao Phing Kan 

que significa "montanha inclinada" nome dado a uma pedra que parece que foi cortada.

É inclinada e gigante. No seu interior existem cavernas com formações rochosas fora do comum.

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 Logo em seguida fomos andar de canoa.

Bem isto sim foi uma aventura! 

Fomos conhecer uma floresta de mangue que ficava em torno de grandes pedras calcárias e para entrar a gente tinha que se deitar na própria canoa para passarmos numa pequena gruta.

Que adrenalina!

Vinha uma onda e lá ficávamos nós esmagados! 

A gente conheceu também uma caverna enorme cheia de estalactites e estalagmites no seu interior.

Incrível! 

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 Após este passeio de canoa já era hora de almoçar.

A gente almoçou numa vila muçulmana flutuante chamada Koh Panyee, construída sobre o mar e palafitas, com enormes pedras calcárias atrás.

A vila tem mais de duzentos anos. Foi construída quando duas famílias muçulmanas emigraram da Indonésia para cá.

Aqui vivem trezentas e quinze famílias.

Existe uma mesquita e um campo de futebol flutuante, inspirado pela copa do Mundo em 1986 .

As crianças construíram o campo a partir de pedaços velhos de madeira e jangadas.

Hoje os seus descendentes vivem da rica pesca local e do turismo.

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O almoço não poderia ter sido melhor.

Mais uma vez, se a gente não comeu mais foi porque a gente não quis, pois havia e com fartura.

Estivemos nesta vila cerca de quarenta minutos o que deu para apreciar de perto os verdadeiros

colares de pérolas e o artesanato em geral.  

Por detrás destas lojas deu para ver as casas pequenas onde as pessoas moravam. Nada de luxos. Tudo muito simples há verdadeira moda tailandesa/ muçulmana.

Foi um passeio que preencheu bem o nosso dia e nos encheu o coração.

Adoro escrever, contar o que vi e o que aprendi e assim recordar tantos momentos que me deixam com o sorriso mais bonito que posso ter, afinal de contas, só tenho este 

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Coisas que não me comovem

Quem diz comover, pode dizer também tocar no meu coração.

Num canto qualquer do mesmo, ele não se comove.

Existe um programa de televisão (e os canais brasileiros são peritos nestes género de canais), onde passam histórias de vida que vale a pena ver, ouvir e entender os motivos que levam as pessoas a fazerem certas coisas na vida.

Gosto de ver, embora não sou de ficar a espera do próximo episódio. 

Quando falam em situações de Mães ou Pais que abandonam os filhos as histórias na sua grande e repito, grande, maioria não me dizem nada. Não falo daqueles que deixam os filhos com alguém, mas que apesar de tudo são pais presentes. Pais que ligam, escrevem, aparecem, dão a cara, preocupam-se. Estes ainda consigo compreender, muito embora eu tenha de perceber primeiro o motivo que os levou a fazer tal coisa, até lá, ainda vai um bom caminho. Conheci um casal que deixou o filho no Brasil com os avós e vieram trabalhar para Alemanha e todos os dias falam pelo Skype, têm longas conversas, enviam dinheiro todos os meses, falam do filho a toda a hora, choram de saudade, são preocupados e não querem que falte nada não só ao filho como aos avós do mesmo.

Pensam no futuro deles e no do filho. Até aqui, sou capaz de compreender, mas não posso negar que me dá um nó na cabeça, porque me faço mil e uma perguntas sem respostas lógicas. Mas ok.

O meu lado compreensivo dá gás e dou um desconto.

Agora aqueles que abandonam tudo e passado uns anos largos, decidem aparecer e dizer o quanto os amava e o quanto sentiram a falta dos filhos, já é outra história, no meu ponto de vista.

Cada história é uma história e independentemente do motivo que os leva a abandonarem os filhos, o motivo existe. Está lá. Por muito que eu não concorde, aceite ou sequer acredite. 

Acho tão fácil, mas tão fácil, chegar uns anos depois e ver os filhos criados. 

Pior é quando vêm com histórias de que não tinham dinheiro para os criar , deixaram os filhos com alguém para poder emigrar e simplesmente nunca, mas nunca mais ligaram aos filhos. Fazer filhos realmente é muito fácil, mas vejo que abandona-los também.

Na televisão aparece o reencontro.

Que lindo! Tanta emoção! 

- Agora nunca mais te vou deixar. - Dizem eles/elas.

Derramados em lágrimas e fotos antigas. 

Menos, muito menos por favor.

É fácil, não é? Filhos que já não fazem birras, não choram por tudo e por nada, não sujam, já dormem sossegados sem incomodar ninguém, já foram para o infantário, já fizeram o secundário, a faculdade, até já são doutores.

Já não chateiam a pedir dinheiro, comida, livros, roupa... já são homens/mulheres feitas!

Uau! 

Que orgulho! Agora choro, peço desculpa e dou-te aquele abraço que nunca te dei.

Poupem-me. 

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