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Próxima Paragem

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As pessoas não sentem os sentimentos da mesma forma

As pessoas não sentem os sentimentos da mesma forma e eu concordo plenamente.

Algumas sentem de uma forma que se faz transparecer no rosto, nas reacções, nas pequenas ou grandes atitudes.

Falando em sentimentos bons e positivos, então nem se fala!

Sorriem, falam tudo, contam como foi a sensação disto ou daquilo, escrevem, partilham e vivem o sentimento da melhor maneira possível.

Porém outras guardam a sete chaves o que sentem, muito embora, nem sempre bem disfarçado. Contam apenas a um numero determinado de pessoas que acham realmente importantes e para todas as outras ficam caladas como se tivesse tudo igual.

Existem também pessoas que, passando por maus momentos em que todos os sentimentos negativos estão a flor da pele, como o da dor, tristeza, raiva, infelicidade, ódio, culpa, mágoa... conseguem chorar infinitamente, contando assim os seus problemas a alguém de quem gostam e confiam. Desabafam, dizem tudo o que sentem, explicam, admitem os erros, as falhas, admitem até o orgulho, para no fim se aliviarem e agradecerem de coração a quem as ouviu. A quem lhes tentou de uma ou outra forma animar, dizendo também as melhores palavras que qualquer um quer e gosta de ouvir, mas também dando os mais sinceros conselhos, chamando atenção dos erros e tentando sempre ver o lado positivo de tudo.

Encontram-se também pessoas que, sentindo todos estes sentimentos negativos, ficam caladas guardando assim a sua dor. Choram sozinhas. Falam sozinhas. Poucos sabem pois não transparecem tais sentimentos. Quem as vê, não acham de todo que estão mal. Das duas uma, ou estão bem ou então exageradamente bem.

Existem inúmeras pessoas que sentem os sentimentos de várias formas. É verdade!

Todos nós aprende-mos que se deve respeitar a maneira de cada um os sentir.

Todavia, tendo eu os sentimentos a flor da pele, tenho momentos em que sinto que a minha paciência está no limite perante pessoas que se fazem de vitimas dos seus próprios problemas. Pois eu acho que, quando alguém se faz de vitima não esta na verdade assim tão mal como diz estar. 

Pessoas que se dizem muito tristes, muito em baixo, que dizem não ter amigos/as, mas que ignoram, desprezam, não falam, não ligam, não escrevem (se escrevem nem genuínos/as são nas palavras), não sabem dar uma palavra de apoio, de carinho e se dão é perante muitas pessoas, para assim ficarem bem perante os restantes, a quem na verdade as quer ajudar. 

Pessoas que se interessam e gostam de conversar, saber, perceber, apoiar, opinar, amparar....quer dizer... quem é que anda aqui a sentir as coisas de forma errada? 

Esperem! Deixem-me recapitular!

Possivelmente, pessoas assim fazem parte daquelas que choram e falam sozinhas. Daquelas que não contam os seus problemas a ninguém, guardando assim a sua dor. Será?

Humm... e quando se sabe que não é bem como as pessoas dizem ser?

Quando se sabe que na verdade até têm com quem falar, expor os problemas e até pedir se for o caso?

Acho que a coisa muda. Estou errada? 

Seres que, ora não podem ouvir umas verdades que ficam excessivamente magoados/as (as verdades sempre doem), ora ficam ofendidos/as com qualquer coisa, ora dizem o que querem achando que têm toda a razão do mundo ou até achando que não afectam ninguém. Dizem que só têm de ser apoiadas, mesmo quando ninguém concorda com as coisas que fazem ou dizem. Falam só as coisas más e as boas contam aos outros. 

Sim, aos outros! Aqueles, a quem se pode fazer um choradinho se for necessário.

Gente mimada que depende de todos para absolutamente tudo. Gente que se diz mal. Oh, muito mal! Que não dão valor e amor a quem realmente deveria ser mais importante do que qualquer amigo/a ou companheiro/a.

Além disso, pessoas assim, que acham que fazem parte de alguma realeza, que falam politicamente correcto para todos e acham que estão numa poltrona, só vão saber dar valor a quem as quis ajudar quando já for tarde de mais.

Enfim. Não sentem todos da mesma maneira. Pois não! Eu tenho que respeitar quem se faz de vitima, mas as mesmas vitimas têm também de respeitar que não sente as coisas da mesma forma. 

Nem todos se fazem de coitados para terem dos outros aquilo que os próprios coitados não dão.

Talvez seja essa a diferença. Eis a questão.

 

 

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