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Próxima Paragem

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Ter um irmão de oito anos...

crianças felizes(nesta imagem ainda tinha ele quatro anos)

 

...é ter um "filho" que nos deixa sempre preocupada...gosto de saber se esta bem, o que fez, o que não fez, se o teste correu bem, se comeu tudo o que a Mãe mandou para ele comer na escola, o que é que foi o almoço, se estudou, se já fez os deveres, se lavou os dentes, os ouvidos, se cortou as unhas, tomou banho... se que vir comigo aqui ou ali, se quer vir dar uma corrida pequenina, se quer ir ao parque ou ir andar de bicicleta.

É falar constantemente das coisas que não deve comer e beber e continuar com o discurso dos legumes, frutas e sopas, água ou chá para beber.

Gosto de saber se tem tudo ou se falta alguma coisa. Se a roupa ainda lhe serve, o porquê de ás vezes estar triste ou contente. Proibir de jogar computador e ver a televisão quando o faz por muito tempo. 

É chatiar-me com ele, chamar atenção arregalando os olhos para ele perceber que esta agir mal... mas também é abraça-lo, beija-lo, dar-lhe todo o carinho do mundo, mima-lo e fazer com que tenha aquele bonito sorriso, fofinho e doce que só ele tem.

É ensina-lo que deve estudar, ser aplicado para que a vida nunca seja tão difícil como foi, por exemplo, com a Mãe.

Fazer ver que ele é uma criança feliz, mesmo que o Pai dele o tenha abandonado.

Te-lo no meu colo e dizer-lhe que gosto muito, mas mesmo muito dele e que sempre que precisar conversar, brincar, chorar, passear e até dormir eu estou aqui. Estou aqui para tudo o que ele quiser. Absolutamente tudo.

Ter um irmão de oito anos é aprender que as crianças são todas completamente diferentes, pelas historias que ele me conta. É ter a certeza de que a inocência dele é tão pura e ingénua que me deixe com medo de ele ter, de um dia, lidar com pessoas más. Todos nós, adultos, sabemos que elas existem.

Ter um irmão de oito anos é ver que a imaginação nunca acaba e que coisas sem piada, até têm a sua graça.

Um mano pequeno, prestes a fazer os seus carinhosos nove anos, ansioso pela festa e pelas brincadeiras é quase o mesmo que uma mana dezoito anos mais velha, pensando em preparar um festa fantástica, andar tipo barata tonta a pensar no bolo que vai fazer, nos balões que ainda vai comprar, no presente e todas aquelas coisas giras que os miúdos gostam. Embora seja ligeiramente trabalhoso, estou super entusiasmada 

Ter um mano de oito anos é sentar-me com ele a fazer convites para os amigos.

É comprar cartolina, um olhos de plástico e bolinhas de pelo vermelhas para fazer de nariz e colar em todos os convites. É ter tardes muito engraçadas mesmo quando ele só que jogar no computador. Existem coisas que só mudam se nós soubermos fazer a diferença, levando-os a fazer coisas bonitas e originais.

Ensina-lo aprertar os cordões mesmo que isso demore mais que meia hora (que foi o caso)...mas saio da minha casa, com os cordões apertados e todo contente pois já sabe apertar os mesmo. Poderá! Mais de dez vezes a fazer e desfazer os cordões, tinha de aprender! 

É ter paciência e calma mesmo quando ele me goza e se ri. No fim, ri-mos os dois.

Ter um mano de oito anos é ter um amiguinho para a vida.

Vida que só desejo que lhe sorria de uma forma meiga, sincera e verdadeira, exactamente o contrario daquilo que esta é na verdade.

 

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