Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Próxima Paragem

Próxima Paragem

Tessalónica, Grécia #parte2

Continuando o meu ultimo texto sobre a cidade que remonta às eras bizantinas e romanas com contraste, que nos deixam a navegar na história. Tessalónica é o berço de Felipe, pai de Alexandre, o grande. 

Embora eu não seja das pessoas que mais visita museus Arqueológicos, adorei este, o Museu Arqueológico de Tessalónica.

Museu Arqueológico de Tessalónica

A famosa coroa em ouro. É tão linda que logo à entrada as atenções são viradas para ela.

Os detalhes, o trabalho, o cuidado e o empenho de quem fez esta a mesma.

Museu arqueológico de Tessalónica, Grécia

 Estes eram os copos onde bebiam o vinho em dias de festas. De fundo temos imagens de caras de mulheres e homens, não pintadas no fundo do copo, mas sim saídas do fundo do copo e com algumas partes banhadas a ouro.

Eu só me pergunto, como é que eles naquela altura faziam tais obras.

Grecia

A Kratera Derveni, também toda ela feita à mão, pesa 40 kg. Incrível. 

Gostei imenso acreditem e é sempre bom aprender e ver coisas novas, embora com o passar do tempo, a gente acaba por ir esquecendo pequenos pormenores que na altura faziam diferença. 

Já disse, que na nossa próxima viagem vou levar comigo um pequeno caderno, para nos momentos mais calmos do dia ir escrevendo, para não me esquecer de nada e para recordar mais tarde. 

Entretanto, era hora de almoçar. Pois, e onde é que a gente estava?

Qual era a melhor direcção para encontrar um restaurante.

Boa pergunta, pensei eu para mim!

Bem, lá fui eu e o meu mais que tudo a dar ao pé e a ver de lanço todas as montras, carros e pessoas que passavam nas ruas. Afinal só tinha-mos mais ou menos uma hora e meia. Nesse momento estava a chover, aquilo é que foi! Nem vos conto.

Deixaram-nos em frente à famosa Torre Branca, um monumento e também museu que fica na marginal da cidade. 

Torre Branca, Tessalónica

Lá fomos nós pela marginal, procurando um restaurante típico e depois de alguns minutos encontra-mos um maravilhoso.

Deixo-vos aqui algumas fotos e o site deste restaurante que nos serviu tão bem.

http://agioli.gr/

PhotoGrid_1454025502697.jpg Foi dos restaurantes mais bem decorados que já entrei até hoje.

Em vez de paredes com quadros ou até mesmo vazias, tinha prateleiras decoradas com frascos cheios de especiarias e outras coisas mais expostas para venda. Achei original e dava um ar gracioso à coisa.

PhotoGrid_1454025750725.jpg 

Foi aqui que provei pela primeira vez o molho tzatziki.

Lembro-me que o empregado de mesa era jovem e falava muito bem inglês ao contrário de nós (de mim, vá) e ele perguntou na altura:

-Então estão na Grécia e ainda não provaram o molho Tzatziki?

A gente riu-se e à noite no jantar do hotel, estava lá o dito molho a dizer "Olá, já cá estou desde que chegaram"...é caso para dizer:

- Acordaaa que andas a nanar!!!

Serviram-nos lulas panadas e pela primeira vez comi polvo assado na brasa.

Bem para quem nunca provou, aconselho sériamente. É mesmo bom, bolas!!! Comia mais uns tantos como aquele...achei pequeno na verdade.

Tudo acompanhado com uma salada típica grega com tomate, pepino, cebola e queijo grego. Muito bom.

Sobremesa Grega

 Por fim, pedimos a conta pois tinha-mos de nos apressar. Ele, o empregado de mesa, como simpático tinha sido desde o inicio trouxe-nos uma sobremesa, com uma bolo daqueles oleosos típicos gregos acompanhado com natas e amêndoa triturada. Não ficou na minha lista de melhor sobremesa, mas estava bom. 

Gostei de tudo no geral, soube-nos bem e voltaria lá com todo gosto, mas com mais tempo e de preferência com um dia quente e de sol.

PhotoGrid_1454026001098.jpg

De tudo o que me chamou atenção, os candeeiros foi o que eu mais adorei. Eram enormes e decorados com alhos, espigas de milho e de trigo, paus de canela, castanhas, folhas secas e mais outras coisas. 

Achei muito bem apresentado para o restaurante que era, toda a decoração enquadrava bem nele. 

Por fim, nos poucos minutos que nos restaram anda-mos um pouco mais e fomos ter à Praça de Aristóteles.

Praça de Aristóteles, Tessalónica

É enorme e repleta de cafés e restaurantes. Fica mesmo em frente à marginal de Tessalónica. 

A zona realmente mais bonita é mesmo esta, onde fica a marginal pois para dentro da cidade nem tudo é bonito de se ver, mas temos que entender que em qualquer lugar do mundo é assim.

O centro das cidades em geral são muito bonitos mas o seu interior nem sempre. Depende.

Por fim voltamos para o autocarro que nos esperava, mas chegamos ainda dentro de horas. 

Vocês sabem, Grécia tem uma história densa.

Parece que, com os anos, em cada rua estreita e nos vestígios que esta cidade guarda de outros tempos, a gente consegue sentir as dores deste povo tessalonicense, principalmente pela guerra que passaram.

É super estranho. Gentes diversas, com diferentes religiões. Religião esta que também é das coisas mais faladas quando se fala nesta cidade.

O tema que, a mim pessoalmente, me deixa cheia de duvidas mas nunca recebo uma resposta no qual eu acredite. É por isso que não acredito em nada, mas admito que ás vezes penso nestas coisas, por pouco tempo, mas penso.

Os gregos são simpáticos, atenciosos e falam imenso. Os homens muito morenos e as mulheres de cabelo escuro e comprido. Fazem-me me lembrar as pessoas de etnia cigana.

Com eles só precisamos de começar a puxar conversa, foi o que aconteceu com o motorista que nos levou para o hotel no primeiro dia.

Bem o meu inglês não é dos melhores, o alemão é o que me vai safando ás vezes, mas falar com este senhor foi só mesmo por língua gestual, foi engraçado. Ele lá dava uns toques no inglês, mas muito poucos.

Fiquei na altura a saber que ele tinha um filho a trabalhar na Alemanha e quando a gente disse que éramos Portugueses, ele saiu-se com os típicos nomes Portugueses mais conhecidos:

- Mourinho...Cristiano Ronaldo. 

Passado um pouco disse que Portugal não tinha dinheiro.

- Pois não senhor, nem nós nem vocês, é a vida!

E a gente lá se ria. Fazer o que não é verdade?

Vamos vivendo, cada um do seu jeito mas é a viver da melhor maneira possível que os dias lá vão passando.

Certo é, que ás vezes, se vive momentos bons e outros maus, mas tudo nesta vida passa e o bom desta é a recordação com que ficamos de bons momentos, bons passeios, boas conversas, encontros e tudo aquilo que consegue tirar de nós um sorriso de orelha a orelha. 

Como dizia Raul Solnado "façam favor de serem felizes".

 

 

 

 

2 comentários

comenta este post